terça-feira, 26 de outubro de 2010

Reflexoes sobre o quarto semestre. Construindo PA

A partir do quarto semestre começamos a estudar mais a fundo as questões praticas do fazer pedagógico. E o projeto de aprendizagem foi o mais destacado por mim nas postagens do blog. Eram tantas duvidas sobre como fazer o projeto mais adequado com meus alunos, uma vez que, por serem da educação infantil, ainda em desenvolvimento da autonomia com muita dependência do adulto, ainda não conseguiriam fazer um PA em grupos assim como foi a proposta do curso. No entanto, apesar de todas as duvidas, me encorajei a fazer PA com meus alunos, de uma forma adaptada a realidade da educação infantil. Deu muito certo e hoje não consigo planejar minhas aulas se não tiver um PA escolhido pela turma para me orientar de acordo com o que lhes interessa, pois creio que desta forma a aprendizagem fica mais significativa. Quando o conhecimento torna-se construído e não mais transmitido a aprendizagem se consolida verdadeiramente. Neste sentido podemos perceber que, muitas vezes, somente a teoria acadêmica não é o mais apropriado a nossa realidade, pois sem a pratica do fazer pedagógico ela torna-se inconsistente. Este curso tem um diferencial peculiar dos demais ofertados no meio acadêmico, pois sempre uniu pratica e teoria. Acredito que uma não deve ser dissociada da outra, uma vez que o profissional só obtém ganhos com este complemento, e os benefícios maiores refletirão em seus alunos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Muitas vezes me chateava com este movimento adotado pelas tutoras em relação à sempre estarem fazendo com que eu refletisse sobre o que escrevia e me posicionasse de maneira mais clara e objetiva. O poder de síntese com argumentos coesos e evidencias, sempre nos foi cobrado no pead. E hoje, graças a estas cobranças, estou conseguindo escrever meu tcc com algumas dificuldades, mas com mais segurança em relação à escrita, isso se dá devido às insistências das tutoras e dos professores quando liam o que eu escrevia. Sempre encontrei dificuldades em me expressar tanto na escrita quando oralmente, síntese nunca foi meu forte, sempre acabava me estendo e repetindo o que já havia dito. Relendo alguns de meus trabalhos realizados no inicio do curso posso dizer com certeza que meu crescimento quanto a escrita melhorou significativamente.

refletindo sobre reflexoes

No inicio do curso eu encontrava muitas dificuldades em relação ao trabalho em grupo a distancia, sempre precisávamos nos encontrar “O quarteto fantástico” de Novo Hamburgo, inclusive as tutoras contribuíam me fazendo pensar sobre o que seria o mais correto e mais fácil de ser feito já que o curso era a distancia. “É interessante e oportuna a tua reflexão. Ainda está muito incipiente a nossa caminhada como alunos de curso a distância. O assunto é passível de ser estudado mais a fundo. Nesse caso, poderia fazer parte do rol de questões... que estratégias, que recursos poderiam ser utilizados com o objetivo de privilegiar a participação e o crescimento de todos os integrantes do grupo? Abraço.
Celi – tutora do pólo de Sapiranga”. Falar no MSN e nos espaços virtuais de aprendizagem favoreceu o bom andamento dos trabalhos, pois podíamos discutir nos fóruns de debates, principalmente quando começamos a construção dos projetos de aprendizagem, estes sim foram os que mais favoreceram o trabalho de mais qualidade do grupo, pois tudo era registrado. Com o passar do tempo, tudo foi se ajeitando, algumas discussões ocorrem no meio do caminho, mas só serviram para meu crescimento enquanto estudante deste pólo de educação. Anteriormente estávamos ainda muito apegadas à forma tradicional de ensino, era preciso inovar e acompanhar as tecnologias por mais difícil que nos parecesse. Hoje sou outra pessoa, até meus planejamentos de aula são feitos no computador e a intenção, é o mais breve possível, não precisar imprimi-los, pois isso se caracteriza desperdício de papel causando mal a natureza. Ainda não é possível, pois minha coordenadora pedagógica exige a apresentação de cadernos, pastas, arquivos... Para constar que planejamos. Sobre a importância do planejamento relatarei posteriormente.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Reflexões sobre 1° semestre do curso

Primeiro semestre 2007/2: grandes expectativas, muita ansiedade e ao mesmo tempo fascinação por estar entrando em um mundo até então não conhecido, cheio novidades, facilidades e encantamentos que é o mundo tecnológico. Jamais passava por mim naquela época, estar tão habituada hoje em dia com a comodidade e facilidade da tecnologia, certamente não saberei viver sem ela.
Este semestre foi bem complicado, pois tudo se mostrava novo e como entrei um semestre depois, então precisei fazer mais interdisciplinas que os colegas do primeiro semestre. Contudo, foi muito bom, pois a colega que me adotou como bixo foi bem generosa e me tranquilizava em nossas conversas. Depois de muito tempo sem estudar, não foi fácil, pois “pensar doía” e muitas vezes me ocorria desistir assim como muitas fizeram. Que bom que meus pensamentos foram se ocupando de outras coisas mais interessantes e hoje estou aqui no último semestre do curso com imensa alegria de ter vencido esta etapa da minha vida pessoal e profissional, pois era urgente que eu me qualificasse enquanto profissional e esta qualificação só me trouxe ganhos pessoais elevando minha auto estima.
Naquela época as postagens no blog não eram muito reflexivas, aconteciam somente para que nos habituássemos a usá-lo, havia postagens de textos que eu julgava importantes, receitas culinárias, sobre novelas uma de minhas distrações anteriores, pois hoje quase nem paro ver novela, me dedico mais as leituras relacionadas em função do curso ou outras para lazer.
Para nós não é novidade fazer este inventário, pois no primeiro semestre já fizemos um parecido na interdisciplina infâncias. Este será diferente, pois terá mais conteúdo, pois afinal foram quatro anos de caminhada como estudantes do pead.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O que ainda não foi dito...

Momento de avaliar, e aí... Será que tudo que foi feito valeu apena e os alunos obtiveram proveito e foi significante para eles? Penso que no decorrer do meu estágio tentei fazer com que as curiosidades fossem sanadas, mas como não temos respostas pra tudo e os interesses mudam no decorrer do caminho, certamente nem tudo que foi pensado foi bem aproveitado, apesar de todo o empenho feito por mim e pelos meus alunos no processo de aprendermos juntos. Já dizia Sócrates “quando mais sei nada sei” Penso que o que valeu apena e que realmente vai ficar como boa experiência na cabecinha de meus alunos, foram os momentos prazerosos de brincadeiras e de cuidados, pois o que mais lhes chamou a atenção em toda esta caminhada foram o cuidado e cultivo na horta escolar e também a expectativa de levar o peixinho para casa no final de semana. O importante pra mim não é que meus alunos retenham o conhecimento, mas que esse conhecimento faça eco na sociedade e tenho certeza que os trabalhos realizados surtiram efeitos também na família. Fizemos coleta de material reciclável para realização de trabalhinhos e para vender em parceria com a fábrica, sendo que contávamos com a parceria dos familiares para trazerem este material. Também houve o desejo de cuidar de um animal de estimação e de cultivar uma horta entendo que a natureza e meio ambiente são recursos riquíssimos para aprender. Aguçar a curiosidade é um papel importantíssimos que o professor de Ed.I deve saber fazer, penso que tenho conseguido. O trabalho integrado com os projetos da escola também fazem a diferença, pois o projeto natureza e sociedade constante no PPP veio de encontro com o projeto somos curiosos. Quando temos cooperação e colaboração as coisas fluem naturalmente, mas mesmos que fluem ainda sabemos que muito temos a aprender...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Inclusão

O objetivo primordial para qualquer criança de 5 anos entrar na escola é a inclusão social. Como com qualquer criança, é muito mais difícil progredir nas áreas cognitivas até que ela seja capaz de se comportar e interagir com os outros de maneira socialmente aceitável e entender e responder apropriadamente ao ambiente que a cerca. No inicio do ano eu estava encontrando uma dificuldade de incluir meu aluno com Síndrome de Dow, pois ele demonstrava muito dificuldade em aceitar esta forma de ser e de conviver na escola, embora já tivesse vindo do marternal do ano passado. Hoje vejo as coisas bem melhores, apesar de suas limitações na parte cognitiva tem aprendido muito com a convivência com os demais amigos. Muitas vezes ele fica feliz em agir como os colegas e geralmente os usa como modelo para o comportamento social apropriado e motivação para aprender. Este tipo de experiência social, quando existe a expectativa de que as outras crianças se comportem e consigam fazer coisas de acordo com sua faixa etária, é extremamente importante para as crianças com Síndrome de Down, que geralmente tem um mundo mais confuso e menos maduro social e emocionalmente. Mesmo assim, muitas delas precisam de ajuda adicional e apoio para aprender as regras para o comportamento social apropriado. Eu e meu auxiliar estamos fazendo o máximo para mostrar ao Kauã qual a melhor forma de agir perante determinadas situações, não gosto muito de usar a palavra modelo, mas com ele é necessário ter um "modelo". Vejo esta necessidade, pois quando volta de dias que fica em casa, demonstra atitudes bem insatisfatórias e não compatíveis com os padrões legais de boa convivência em grupo. Seria mais fácil se pudéssemos contar com a ajuda da família, para que em conjunto com a escola lhe ensinassem bons modos. Trabalhar para incluir somente com necessidades motoras e cognitivas não é tão dificil quando trabalhar para incluir as deficiências morais e sociais.

Pequena reflexão sobre minha caminhada como profissional

Reta final de estágio e fica a sensação de que foi mais uma etapa vencida com dedicação e busca por sempre estar aprendendo mais. De um modo geral sinto-me satisfeita com a caminhada que fiz neste período de estágio e também que venho fazendo desde o inicio do PEAD, pois sei que cresci muito, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Como pessoa, tornei-me mais curiosa e desacomodada, pois hoje estou sempre querendo saber mais e não fico parada esperando as coisas acontecerem, busco o que quero. E como profissional, foram tantas as experiências que vivenciei, pois me senti mais segura e com mais embasamento para experimentar o novo, mesmo que as pessoas me dissessem que não valeria apena, pois meus alunos ainda são pequenos e eu não viria resultados com eles. Penso que os resultados já estão visíveis em minha turma, pois são mais questionadores, mais curiosos, convivem melhor, pois se sentem parte do processo de aprendizagem e não meros expectadores. Espero que os melhores resultados ainda venham, pois a caminhada inicial sei que estou fazendo com dedicação desde a base inicial que é a educação infantil.